|
Beni di Batasiolo - IT
A Cantina pode ser comparada com uma cripta, onde cultua-se a antiga alquimia de transformação do mosto em vinhos preciosos. É o lugar no qual os mestres vinicultores selecionam as uvas e escutam o borbulhar da fermentação nos grandes tinos de carvalho.
A Cantina como arrecadação de todas as safras que chegam das grandes vinhas, antigamente em carros de boi, hoje com veículos velozes que em breve tempo trazem a uva colhida para as valas de espremedura.
A Cantina de ontem, com os velhos tonéis de carvalho alinhados em corredores iluminados por luzes frouxas dá espaço à Cantina moderna, adaptada às exigências de um mercado cada vez mais exigente e seletivo, em que a qualidade é uma constante indispensável para obter um produto irrepreensível, homogêneo e qualitativamente estável. Daí a inovação com o equipamento mais avançado, acompanhado pela tecnologia mais apropriada.
A nova imagem não cobre a original, mas coloca-se a seu lado e serviço, com toda a força do aço brilhante, com linhas automáticas e controles eletrônicos. Passado e futuro convivem num presente eficiente, dinâmico, capaz de competir com a concorrência mais agressiva na conquista de novos mercados.
A cultura da uva, nas zonas colinosas e pedemontanas da Região Piemonte tem origem em tempos longínquos, com testemunhos que remontam à época romana e da tarda idade média. Graças ao trabalho de beneficiamento de terrenos incultos levado a cabo pelos frades Beneditinos desenvolveu-se o método do desmatamento planejado, recuperando áreas cada vez mais amplas para a lavoura.
A importância da cultivação da uva cresceu com o tempo, mesmo se restava um fenômeno contido no âmbito do consumo local e familiar. Até o início do século XIX, o interesse para com este produto era bastante escasso, sendo mais uma atividade de poucos estimadores, que souberam porém apreciar as suas grandes qualidades e, em alguns casos, intuir o seu potencial.
Entre todos, recordamos Camillo Benso, conde de Cavour, renomado homem político e personagem de relevo no processo de unificação dos reinos que resultaram na formação da nação italiana. Conhecido "pelos íntimos" como fazendeiro sagaz e hábil administrador de empresas, tanto as próprias quanto as de terceiros, que desenvolveu implantando novos vinhedos especializados, promoveu a modernização das Cantinas recorrendo também à profissionalidade de um enólogo francês, chamado expressamente para conferir aos rudes vinhos de nebbiolo uma nova e mais agradável degustação. Foi, muito provavelmente, a primeira operação tecnológica que levou à criação do Barolo.
Vale a pena lembrar que naquela época, quase todos os terrenos pertenciam à nobreza piemontesa, mais atenta à quantidade do que à qualidade, e só a atitude de poucos iliminados induziu a dedicar maior atenção ao aprimoramento de um produto até então destinado a paladares pouco exigentes.
Batizar com o nome de Barolo o vinho Nebbiolo foi um gesto carinhoso de uma dama de ferro: Giulietta Vitturnia Colbert, mulher de Tancredi Falletti, Marquês da cidade de Barolo. A amizade e os muitos interesses em comum entre a Marquesa e o Conde de Cavour contribuiram ao nascimento de um mito.
Eng.
Almost a crypt, where the ancient alchemy of transforming must into fine wines is celebrated.
The sanctum sanctorum in which the grapes are selected by master vintners, who then heed the boiling of the fermentation in huge oak casks. The destination of the harvests of large estates, where the grapes were delivered once upon a time on carts drawn by horned oxen, whereas now they arrive for pressing only a short time after they have been picked.
The winery as it was, with the old oak casks lined up imperiously along faintly-lit corridors. The winery as it is today, adjusted to the needs of an ever more demanding and selective market, in which quality is an unforgoable constant, a pre-requisite for a flawless, stable, homogeneous product.
This means state-of-the-art equipment, and access to the most appropriate technologies. The new look, which stands alongside the old rather than in its place, is one of shiny steel, and electronically-controlled, automatic processes.
Past and future living together in a dynamic, efficient present capable of taking on the toughest competition in the acquisition of new markets.
Vine-growing on the hills and foothills of Piedmont goes way back, with evidence dating back as far as the Roman era and the early Middle Ages.
The work of the Benedictines in draining uncultivated land for agriculture led to a culture of planned deforestation, and the reclaiming of increasingly vast areas of farmland. The importance of vine-growing increased over time, though wine was long to remain as a product consumed within the local or family environment.
In the early 1800’s interest in wine was still limited to a few enthusiasts who were able to appreciate its great qualities, and - in some cases - to sense its potential. One who is often referred to is Camillo Benso.
More generally celebrated as a distinguished politician who played a leading role in the unification of Italy, “at home” he is best-known as a shrewd bailiff and highly capable administrator of his own and other farms, which he developed by planting new, single-variety vineyards.
He also modernized the wineries, and availed himself of the professional support of a winemaker, who he sent for from nearby France to give the rough wines produced from nebbiolo a new style and make them easier to drink. This was most probably the first technological intervention that led to the birth of Barolo. It is worth remembering that at that time almost all the land belonged to the local Piedmontese aristocracy, who were more interested in quantity than quality.
It was only as a result of the actions of just a few enlightened spirits that attention began to be given to improving a product that had previously been destined for less demanding palates. Naming this Nebbiolo “Barolo” was the affectionate gesture of an iron lady, Giulietta Vitturnia Colbert, the wife of Tancredi Falletti, Marchese of the village of Barolo.
The friendship and sharing of interests between the Marchesa and the Count of Cavour was a singular coincidence of purpose in the birth of a legend.
|